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MUNDO

Negociações de paz com o Irão esbarram na ameaça de armamento nuclear

O vice-presidente norte-americano alerta que a paz depende do travão ao programa nuclear. JD Vance confirma progressos nas negociações para terminar o conflito no Médio Oriente. Deixa, no entanto, um ...

Negociações de paz com o Irão esbarram na ameaça de armamento nuclear
Panoramas — Imagem Ilustrativa

Exigências de Washington nas conversações

O vice-presidente norte-americano alerta que a paz depende do travão ao programa nuclear. JD Vance confirma progressos nas negociações para terminar o conflito no Médio Oriente. Deixa, no entanto, um aviso claro a Teerão. O acesso iraniano a armas nucleares representa uma barreira intransponível para a Casa Branca.

Vance fundamenta esta posição após conversas com os enviados Steve Witkoff e Jared Kushner. O governante debateu também a crise com diversos aliados árabes. O objetivo central passa por garantir o cumprimento das diretrizes de Donald Trump. O Presidente recusa assinar qualquer acordo que envolva um Irão com capacidade nuclear.

Impasse diplomático em Islamabade

A via diplomática atravessa um momento crítico. O Paquistão tenta mediar o diálogo entre Washington e Teerão. Contudo, as profundas divergências adiam um segundo encontro em Islamabade. A primeira reunião direta aconteceu logo após a declaração do cessar-fogo de 8 de abril.

Donald Trump considera que a atual trégua se assemelha a um paciente nos cuidados intensivos. A proposta norte-americana procura travar os combates que já vitimaram milhares de pessoas. O documento estabelece ainda um guião rigoroso para avaliar o dossiê nuclear iraniano.

Contrapartidas exigidas pelo regime iraniano

O Irão apresenta um caderno de encargos rígido. O regime exige o fim imediato das hostilidades na região, com foco na ofensiva militar no Líbano. Pede também o levantamento do cerco naval norte-americano aos seus portos e a rápida libertação de fundos estatais retidos no estrangeiro.

A tensão agrava-se com a paralisação do Estreito de Ormuz. Teerão utiliza esta rota vital para o comércio de petróleo como tática de bloqueio. As autoridades iranianas justificam a recusa em negociar com a ação das forças dos Estados Unidos, acusando-as de violar a trégua através da apreensão de navios mercantes na zona.

Trump procura apoio comercial na China

O fecho das rotas marítimas atinge a economia mundial. Os preços dos combustíveis disparam e geram incerteza. JD Vance assegura que a Casa Branca mantém o foco na estabilidade financeira dos cidadãos. O vice-presidente rejeita as críticas recentes de que Trump ignora o impacto da guerra na carteira das famílias.

Para resolver o bloqueio petrolífero, Trump viajou até Pequim para confrontar Xi Jinping. Os Estados Unidos pressionam a China para intervir diplomaticamente. Sendo o maior comprador de petróleo iraniano, o governo chinês detém influência para forçar a reabertura do Estreito de Ormuz.

Entretanto, os líderes iranianos emitem sinais mistos. O Presidente Masoud Pezeshkian defende que a vitória militar e política passa pelo sucesso das negociações com Washington. Em sentido oposto, o líder do parlamento, Mohammad Bagher Qalibaf, avisa que a paz apenas avança quando os norte-americanos aceitarem as exigências de Teerão na íntegra.

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