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POLITICA

Parlamento chumba reforma laboral do Governo com voto decisivo do Chega

O parlamento português rejeitou a proposta de revisão da lei laboral apresentada pelo Governo. O chumbo consumou-se quando o partido Chega uniu os seus votos à oposição de esquerda, inviabilizando o d...

Parlamento chumba reforma laboral do Governo com voto decisivo do Chega
Panoramas — Imagem Ilustrativa

O parlamento português rejeitou a proposta de revisão da lei laboral apresentada pelo Governo. O chumbo consumou-se quando o partido Chega uniu os seus votos à oposição de esquerda, inviabilizando o diploma que contava apenas com o apoio da coligação PSD-CDS-PP e da Iniciativa Liberal.

O resultado da votação provocou longos minutos de aplausos no hemiciclo. A rejeição representa uma pesada derrota para o executivo, que considerava o pacote legislativo essencial para combater a escassez de mão-de-obra e promover o aumento dos salários.

A reviravolta de André Ventura

O líder do Chega utilizou a defesa dos trabalhadores para justificar a posição da sua bancada. André Ventura garantiu que o partido não se vende nem verga perante o Governo. O deputado exigiu a correção da idade de acesso à reforma e o fim das pensões milionárias como condição para futuros acordos.

Esta decisão causou surpresa, uma vez que o partido emitiu sinais de uma possível viabilização do documento nos dias anteriores. Minutos antes da votação final, o líder parlamentar Pedro Pinto ainda solicitou uma suspensão dos trabalhos por meia hora.

Esquerda unida no voto contra

O Partido Socialista e as restantes forças de esquerda, incluindo Livre, PCP, Bloco de Esquerda, PAN e JPP, votaram em bloco contra o diploma. José Luís Carneiro anunciou a oposição socialista à distância, a partir do Porto.

O líder acusou a proposta de desproteger os trabalhadores, os jovens e as mulheres. José Luís Carneiro justificou ainda o voto contra com uma alegada aproximação do Governo às políticas do Chega. O PCP tentou bloquear a votação do documento no arranque da sessão, mas a mesa do parlamento negou o pedido.

Silêncio no Ministério do Trabalho

Após a derrota no parlamento, o Governo escolheu o silêncio. O gabinete do Ministério do Trabalho confirmou de imediato que a ministra não prestaria declarações. A governante cancelou qualquer conferência de imprensa durante a tarde, fechando a porta a explicações sobre o futuro da legislação laboral.

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