Diretor da PSP assume gravidade no caso de chefe ligado a grupo de extrema-direita
O diretor nacional da Polícia de Segurança Pública, Luís Carrilho, classificou como excecional e grave a ligação de um chefe da força de segurança ao Movimento Armilar Lusitano. Este grupo de extrema-...

O diretor nacional da Polícia de Segurança Pública, Luís Carrilho, classificou como excecional e grave a ligação de um chefe da força de segurança ao Movimento Armilar Lusitano. Este grupo de extrema-direita é suspeito de planear um ataque à residência oficial do primeiro-ministro.
Luís Carrilho sublinha que uma única alegação desta natureza tem enorme impacto. Contudo, recusa que o caso isolado represente os valores da instituição. O responsável prefere destacar o trabalho diário dos 20 mil profissionais que compõem a força policial.
Suspeitas de terrorismo
O Ministério Público acusou nove pessoas ligadas ao Movimento Armilar Lusitano. A lista de crimes inclui terrorismo e o planeamento de ataques violentos contra alvos políticos, líderes partidários, jornalistas e académicos.
Entre os arguidos figura o referido chefe da PSP, que se encontrava a cumprir comissão de serviço na Polícia Municipal de Lisboa. O diretor nacional esclarece que o agente não possuía acesso ao serviço de informação interno. Desta forma, desconhecia detalhes operacionais sobre a segurança do chefe de Governo.
Controlo rigoroso da instituição
Para reforçar a confiança pública, Luís Carrilho lembra que a PSP dispõe de mecanismos exigentes de controlo interno e externo. Qualquer infração à lei gera respostas imediatas, tanto a nível disciplinar como através de investigação criminal.
Apesar da gravidade da acusação, o diretor nacional pede que se deixe a justiça atuar. O responsável termina recordando que o princípio da presunção de inocência do arguido deve ser garantido até à conclusão do processo.





























