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DESPORTO

Boavista avança com plano de salvação para evitar encerramento definitivo

O encerramento das instalações do Bessa até ao final de julho ameaça deixar quase 1500 atletas sem rumo. A administradora de insolvência decretou a suspensão da atividade do clube portuense na última ...

Boavista avança com plano de salvação para evitar encerramento definitivo
Panoramas — Imagem Ilustrativa

O encerramento das instalações do Bessa até ao final de julho ameaça deixar quase 1500 atletas sem rumo. A administradora de insolvência decretou a suspensão da atividade do clube portuense na última quarta-feira.

A decisão surge após a falha no depósito das verbas necessárias para pagar as despesas correntes de junho. As chaves do Estádio do Bessa e dos espaços adjacentes têm de ser entregues livres de pessoas e bens.

Plano de emergência nos tribunais

Para travar este desfecho, a direção submeteu um plano de recuperação no Tribunal de Comércio de Vila Nova de Gaia. O presidente Rui Garrido Pereira acredita que a aprovação deste documento permite reverter a insolvência.

O foco da atual gestão passa por garantir o regresso dos escalões de formação à competição. A hipótese de fundar um novo clube a partir do zero está totalmente descartada pelos dirigentes.

Acumulação de dívidas e venda de património

O processo de liquidação arrancou em setembro de 2025. O emblema acumulou um passivo superior a 150 milhões de euros. Um acordo inicial com os credores evitou o fecho imediato das portas, mas exigia o cumprimento rigoroso dos custos de exploração.

A ausência de liquidez ditou agora a quebra desse compromisso. Pelo caminho, vários imóveis foram a leilão. O Estádio do Bessa e o complexo desportivo já receberam ofertas formais de compra. A justiça rejeitou o pedido da direção para travar a venda destes bens.

Queda da SAD e revolta nas bancadas

A crise extrema afeta também a estrutura profissional. A Boavista SAD viu a sua liquidação aprovada em maio. Sem jogadores seniores, a equipa caiu para a distrital do Porto por via administrativa e lida com quatro proibições de inscrição da FIFA.

O colapso da centenária instituição gerou uma onda de choque. A claque Panteras Negras garante que vai avançar para a justiça. Os adeptos acusam a direção de não apresentar soluções viáveis e exigem responsabilidades pelo fim anunciado das atividades.

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