Washington acusa regime cubano de armar extrema-esquerda e exige aliança global
O Governo norte-americano quer criar uma coligação internacional para combater o terrorismo de extrema-esquerda. Washington aponta o dedo ao regime cubano, responsabilizando a sua rede de informações ...

O Governo norte-americano quer criar uma coligação internacional para combater o terrorismo de extrema-esquerda. Washington aponta o dedo ao regime cubano, responsabilizando a sua rede de informações pela formação de movimentos extremistas no hemisfério ocidental.
A posição foi assumida pelo secretário de Estado dos Estados Unidos. Durante uma cimeira internacional em Washington, Marco Rubio comparou a ameaça atual à violência islâmica e pediu ação imediata aos mais de 70 países presentes.
O papel de Cuba na radicalização
Marco Rubio acusa a rede ideológica de Havana de forjar movimentos de extrema-esquerda no continente americano. O diplomata norte-americano garante que estas estruturas mantêm ligações inquebráveis a grupos radicais em todo o mundo ocidental.
A administração de Donald Trump considera tratar-se de um ressurgimento internacional perigoso. O Departamento de Estado assegura mesmo que o terrorismo antigovernamental de extrema-esquerda lidera agora o número de conspirações e ataques nos Estados Unidos.
O líder da diplomacia criticou fortemente a ideologia comunista. Rubio rejeitou a ideia de que o comunismo funciona na teoria, classificando os diferentes movimentos anticapitalistas e marxistas como um ressentimento venenoso disfarçado de linguagem de igualdade.
Reflexos violentos na Europa
A diplomacia norte-americana usou o continente europeu para ilustrar a escalada de violência. O secretário de Estado recordou a recente sabotagem da rede ferroviária francesa na véspera da abertura dos Jogos Olímpicos de 2024.
Os confrontos mortais também integraram o discurso oficial da cimeira. A morte do ativista nacionalista Quentin Deranque em Lyon e os ataques registados em Itália serviram de exemplo para justificar a urgência desta nova frente de combate transnacional.
O encontro acontece num momento de alta tensão geopolítica. Enquanto o conflito com o Irão atinge um ponto crítico, os Estados Unidos focam atenções nesta nova ameaça. A Casa Branca esteve representada ao mais alto nível pelo conselheiro Stephen Miller e pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent.
Especialistas relativizam dados oficiais
O discurso de emergência da administração Trump contrasta com as análises de entidades independentes. Um estudo do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS) confirma o aumento da violência de extrema-esquerda desde a primeira eleição de Trump em 2016.
Os investigadores colocam, no entanto, os números em perspetiva. A subida norte-americana partiu de valores residuais e continua muito abaixo dos níveis históricos de violência provocada por extremistas de direita e radicais islâmicos.




























