Museu Gulbenkian regressa às origens de 1969 após um ano e meio de obras
O renovado Museu Gulbenkian volta a receber o público já este sábado. A reabertura encerra um ano e meio de obras e assinala as comemorações dos 70 anos da Fundação Calouste Gulbenkian.

O renovado Museu Gulbenkian volta a receber o público já este sábado. A reabertura encerra um ano e meio de obras e assinala as comemorações dos 70 anos da Fundação Calouste Gulbenkian.
O edifício recupera a essência do projeto inaugural de 1969. A intervenção não procurou uma cópia exata do passado. O foco centrou-se em oferecer melhores condições de conservação e conforto visual aos visitantes.
O diretor da instituição, Xavier Francesco Salomon, destaca o equilíbrio alcançado. A obra devolve ao público o espírito arquitetónico original aliado à exigência tecnológica atual.
Detalhes originais ganham nova vida
A equipa liderada pela arquiteta Teresa Nunes da Ponte estudou as plantas históricas. Esta investigação rigorosa devolveu ao espaço materiais icónicos como a seda, a madeira, o bronze e o betão.
A alcatifa volta a cobrir o chão das galerias europeias, corrigindo uma alteração feita nos anos 2000. Os visitantes recuperam também a forte ligação visual direta com o Jardim Gulbenkian, idealizada na década de 60.
Novas salas e regressos aguardados
O percurso pelo museu apresenta surpresas. Um antigo gabinete de trabalho oculto deu lugar a uma nova sala de numismática. O novo espaço exibe moedas e medalhas antigas, onde brilha a moeda grega com a quadriga que originou o logótipo da fundação.
O monumental baixo-relevo assírio domina o centro da galeria da Mesopotâmia. A escultura de alabastro sofreu um restauro rigoroso para remover antigas camadas de cera e evidenciar os traços de origem.
As galerias acolhem o regresso de peças escondidas nas reservas. Estampas japonesas, caixas de ouro e um para-sol veneziano regressam às vitrinas, agora protegidas por vidros antirreflexo e nova iluminação.
O novo diálogo da Sala Lalique
A emblemática Sala Lalique marca a principal exceção à estratégia de recuperação do modelo de 1969. O espaço junta agora peças de joalharia e quadros de pintores como Edward Burne-Jones e John Singer Sargent.
Esta alteração cria uma ponte visual direta. A curadoria aproxima as famosas criações de René Lalique da pintura do seu tempo, destacando a ligação do joalheiro francês ao contexto artístico da época.




























