Alternativas aos minerais da China agravam pouco o preço aos consumidores
Comprar tecnologia ou veículos elétricos sem depender de matérias-primas chinesas não vai esvaziar a carteira dos consumidores. A Agência Internacional da Energia (AIE) garante que a diversificação do...

Comprar tecnologia ou veículos elétricos sem depender de matérias-primas chinesas não vai esvaziar a carteira dos consumidores. A Agência Internacional da Energia (AIE) garante que a diversificação do abastecimento de minerais críticos traz benefícios vitais para a segurança industrial, exigindo sacrifícios financeiros residuais.
O verdadeiro preço da independência
O mais recente relatório da AIE revela que estes minerais representam uma fração mínima do valor final dos produtos. Se o preço das terras raras triplicar no mercado global, o custo de um automóvel sobe apenas 0,1%.
Mesmo num cenário mais adverso, onde os materiais essenciais para baterias fiquem três vezes mais caros, o agravamento num veículo elétrico ronda os 5%. As marcas conseguem absorver a maior parte deste impacto sem castigar quem compra.
O peso do monopólio asiático
Atualmente, a China domina o processamento de terras raras magnéticas e a refinação de cobalto. O país asiático controla também a produção de peças acabadas, como as baterias de lítio e fosfato de ferro, que sustentam a transição energética global.
Esta dependência levanta sérios riscos geopolíticos. As restrições às exportações impostas por Pequim este ano já inflam inflacionam os preços no ocidente. Elementos críticos para a robótica e o setor militar, como o gálio e o disprósio, chegam a custar cinco vezes mais na Europa do que no mercado interno chinês.
Reservas de segurança protegem a economia
Criar reservas estratégicas nacionais surge como a melhor defesa para as economias ocidentais. A AIE calcula que manter armazéns com os 11 materiais mais críticos custa menos de 784 milhões de euros por ano aos países importadores.
A despesa revela-se marginal face à riqueza protegida. As indústrias automóvel, tecnológica, da defesa e energética geram 5,6 biliões de euros anuais. Este volume de negócios fica salvaguardado de quebras abruptas no fornecimento.
Tim Gould, economista-chefe da AIE, aponta o Japão e a Coreia do Sul como modelos a seguir na gestão destas reservas. A urgência em encontrar alternativas ganha ainda mais força com a rápida expansão da inteligência artificial, que consome volumes crescentes de recursos especializados.





























