Estreito de Ormuz motiva ameaça militar do Irão após vaga de ataques norte-americanos
As forças militares iranianas declararam o Estreito de Ormuz como uma "linha vermelha" absoluta. Teerão avisa que qualquer intervenção ordenada por Donald Trump resultará numa retaliação violenta cont...

As forças militares iranianas declararam o Estreito de Ormuz como uma "linha vermelha" absoluta. Teerão avisa que qualquer intervenção ordenada por Donald Trump resultará numa retaliação violenta contra todas as infraestruturas da região do Golfo.
As hostilidades entram no sexto dia e comprometem os recentes esforços de paz. Mohammad Bagher Ghalibaf, principal negociador iraniano, sublinha que a segurança nacional depende do domínio marítimo e recusa manter acordos que prejudiquem o país.
Controlo estratégico da navegação
O brigadeiro-general Mohammad Akraminia afirma que o Irão mantém um domínio firme sobre o estreito. Esta passagem marítima movimentava cerca de 20% do comércio global de petróleo e gás antes do início da guerra.
O exército iraniano desvaloriza as ofensivas norte-americanas na costa sul. O controlo militar estende-se a partir de qualquer ponto do território nacional, não dependendo de posições costeiras ou ilhas específicas.
A reabertura do Estreito de Ormuz exige condições claras. Teerão obriga os Estados Unidos a cumprirem o memorando de entendimento de 14 pontos assinado em junho e a respeitarem as regulamentações iranianas de tráfego marítimo.
Ofensiva de Washington
As ameaças acompanham uma forte escalada armada no terreno. O exército norte-americano conduziu uma operação militar ininterrupta de seis horas durante a noite. O objetivo centrou-se em travar a capacidade iraniana de ameaçar a navegação civil.
O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) confirmou a destruição de centros de comando, sistemas de vigilância costeira e defesas aéreas. Os bombardeamentos atingiram a cidade portuária de Bandar Abbas e a Ilha de Tunb. Várias explosões ecoaram por todo o país e ativaram as defesas antiaéreas em Teerão.
Retaliação contra aliados no Golfo
O Irão respondeu com o lançamento de drones e mísseis contra bases militares dos Estados Unidos e nações vizinhas. Os alvos incluíram sistemas de comunicação e depósitos de combustível na Jordânia, no Kuwait e no Bahrein.
As forças armadas do Kuwait intercetaram vários aparelhos não tripulados em pleno voo. Perante o agravamento rápido da situação, o Ministério do Interior do Bahrein emitiu alertas de segurança para que os cidadãos procurem de imediato os abrigos mais próximos.





























