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POLITICA

O caos na correção dos exames nacionais pressiona o ministro da Educação a demitir-se

O caos na correção digital de mais de 300 mil provas do ensino secundário desencadeia uma forte onda de contestação. O ministro da Educação, Fernando Alexandre, enfrenta crescentes pedidos de demissão...

O caos na correção dos exames nacionais pressiona o ministro da Educação a demitir-se
Panoramas — Imagem Ilustrativa

O caos na correção digital de mais de 300 mil provas do ensino secundário desencadeia uma forte onda de contestação. O ministro da Educação, Fernando Alexandre, enfrenta crescentes pedidos de demissão por parte de partidos e sindicatos.

Confiança face à tempestade política

O Partido Socialista exigiu a saída do governante durante o debate sobre o Estado da Nação. Eurico Brilhante Dias, líder parlamentar do PS, afirmou que o cargo já deveria pertencer a outra pessoa.

Sindicatos como a Fenprof e o STOP reforçam as críticas. Acusam o ministro de faltar à verdade e de perder o controlo de todo o processo de avaliação.

Apesar da turbulência, Fernando Alexandre mantém o otimismo. O governante garante que os resultados chegam aos alunos na tarde desta sexta-feira. Interpelado pelos jornalistas, assegurou que a publicação das notas vai mesmo acontecer.

Confusão no acesso às provas digitais

A forma como os alunos consultam os testes gerou informações contraditórias. No início do mês, a tutela prometeu o envio automático de uma ligação com a cópia da prova.

A medida procurava restaurar a confiança no sistema. Contudo, os diretores escolares vieram desmentir esta versão. Afirmaram que a consulta exige um requerimento formal dos encarregados de educação.

O Ministério da Educação recuou e clarificou as regras. A decisão final passa agora para as direções escolares. Cada escola escolhe se envia o ficheiro PDF automaticamente ou apenas a pedido do aluno.

Falhas técnicas e revolta dos professores

A transição inédita para a correção digital regista problemas desde o primeiro dia. O governante responsabilizou a falta de professores classificadores pelos atrasos acumulados.

Os docentes rejeitam prontamente a acusação. Muitos garantem estar disponíveis, mas sublinham que as provas não chegam à plataforma para avaliação.

Existem ainda relatos graves de exames digitalizados com páginas em branco. As orientações oficiais forçam os professores a classificar os documentos incompletos tal como surgem no ecrã. Os problemas técnicos e os prazos adiados mantêm milhares de famílias em suspense.

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