Ataque de Washington a escola no Irão permanece sob investigação do Pentágono
A Casa Branca reiterou que o inquérito ao bombardeamento de uma instituição de ensino na cidade de Minab continua em curso. A tragédia vitimou cerca de 180 pessoas durante as primeiras horas do confli...

A Casa Branca reiterou que o inquérito ao bombardeamento de uma instituição de ensino na cidade de Minab continua em curso. A tragédia vitimou cerca de 180 pessoas durante as primeiras horas do conflito entre os Estados Unidos e o Irão.
Durante uma conferência de imprensa, a porta-voz Karoline Leavitt remeteu os detalhes do processo para o Departamento de Guerra. A responsável confirmou que as conclusões oficiais ainda demoram a ser conhecidas.
A defesa de Donald Trump
Donald Trump rejeita a culpa direta dos militares norte-americanos no incidente. O Presidente assegura que as tropas dos Estados Unidos operam de boa-fé e excluem crianças e civis dos seus alvos operacionais.
Leavitt reforçou a posição do líder norte-americano com críticas diretas a Teerão. A porta-voz acusou o regime iraniano de acumular um longo histórico de mortes de mulheres e inocentes dentro das próprias fronteiras.
O arranque da ofensiva
A aliança entre os Estados Unidos e Israel lançou a primeira operação militar contra o Irão a 28 de fevereiro. O ataque decapitou a cúpula do regime islâmico e resultou na morte do líder supremo, Ali Khamenei.
O ataque à escola de Minab marcou esse primeiro dia de guerra no terreno. A queda dos mísseis atingiu maioritariamente meninas, vitimando também os encarregados de educação e os docentes presentes no recinto.
Relatório independente contraria Pentágono
O comando militar norte-americano recusa assumir responsabilidades diretas, alegando a complexidade do inquérito. Em maio, o comandante Brad Cooper declarou que a escola operava dentro de uma base ativa de mísseis da Guarda Revolucionária.
Uma investigação independente do jornal The New York Times contrariou a versão oficial de Washington. A análise a imagens de satélite confirmou o impacto de um míssil Tomahawk no edifício.
O diário norte-americano provou que um muro separava a escola das instalações navais desde setembro de 2016. O recinto educativo já não pertencia ao complexo militar no momento do bombardeamento.
Memória viva no desporto
A destruição da escola de Minab voltou ao espaço público pela mão da seleção de futebol do Irão. Os jogadores recordaram a tragédia numa mensagem dirigida à cidade de Los Angeles.
A carta surgiu após a eliminação da equipa iraniana na fase de grupos do Mundial da FIFA. O documento combinou o agradecimento pelo acolhimento desportivo com um apelo à memória das vítimas do conflito.





























