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ECONOMIA

As comunidades de energia renovável ganham novo fundo para combater a pobreza

A criação de comunidades para produzir, partilhar e armazenar energia solar vai receber um novo impulso financeiro em Portugal. Uma parceria recente pretende ultrapassar os obstáculos económicos que t...

As comunidades de energia renovável ganham novo fundo para combater a pobreza
Panoramas — Imagem Ilustrativa

A criação de comunidades para produzir, partilhar e armazenar energia solar vai receber um novo impulso financeiro em Portugal. Uma parceria recente pretende ultrapassar os obstáculos económicos que travam o desenvolvimento de projetos sustentáveis locais.

Financiamento e capacitação técnica

A Fundação Calouste Gulbenkian estabeleceu uma parceria com a cooperativa Coopérnico. Esta união vai financiar dez Comunidades de Energia Renovável planeadas e geridas por cidadãos.

Cada iniciativa escolhida recebe um apoio máximo de 30 mil euros. Os vencedores ganham ainda acesso a ações de formação e capacitação para estruturar as ideias de forma eficaz.

Combate à pobreza energética

As regras do concurso beneficiam territórios com pouca densidade populacional. Projetos situados em áreas com elevada vulnerabilidade energética assumem também prioridade absoluta nas escolhas.

Luís Jerónimo, diretor do Programa Equidade e Sustentabilidade da Fundação, explica que a meta passa por ajudar as famílias com faturas de eletricidade mais pesadas. Entidades da sociedade civil e associações de desenvolvimento local são os candidatos ideais para liderar o processo.

Acelerar a transição local

Portugal conta atualmente com menos de uma dezena de comunidades licenciadas para operar nestes moldes. A ausência de mecanismos públicos de financiamento direto afasta os moradores deste tipo de investimento.

O novo fundo procura demonstrar que a mudança ambiental ganha força à escala local. A participação ativa da população é essencial para transformar os bairros e criar polos independentes de energia limpa.

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