União Europeia trava receitas de Moscovo e prolonga limite ao preço do petróleo
Moscovo vai continuar com as receitas de exportação limitadas. A União Europeia (UE) garantiu o prolongamento do teto ao preço do petróleo russo até ao dia 23 de julho. A decisão surgiu durante uma re...

Moscovo vai continuar com as receitas de exportação limitadas. A União Europeia (UE) garantiu o prolongamento do teto ao preço do petróleo russo até ao dia 23 de julho. A decisão surgiu durante uma reunião de embaixadores europeus em Bruxelas.
Sem este entendimento de última hora, a medida expirava de imediato. O fim da restrição faria o preço do barril disparar dos atuais 44,10 dólares para perto da fasquia dos 60 dólares. Na prática, este salto representaria uma injeção avultada de capital nos cofres do Kremlin.
O impasse nas novas sanções
O limite ao preço do crude integrava as negociações do 21.º pacote de sanções à Rússia. A Comissão Europeia apresentou a proposta original em junho. A aprovação estava prevista para a reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros, mas as conversações esbarraram em diversas divergências políticas.
Os Estados-membros continuam divididos quanto a novas proibições. As limitações à pesca russa, como o veto à importação de bacalhau, geram forte debate interno. O bloqueio ao trânsito de gás natural liquefeito russo pelo território europeu rumo a países terceiros também trava o consenso comunitário.
A primeira versão do documento exigia medidas ainda mais severas. O plano incluía fechar as fronteiras europeias a militares russos envolvidos de forma direta na guerra da Ucrânia. Propunha também a aplicação de sanções a figuras de relevo ligadas ao regime, como o patriarca Cirilo, líder da Igreja Ortodoxa Russa.



























