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Golfo de Omã sob forte tensão após Estados Unidos apreenderem navio e atacarem infraestruturas iranianas

A tensão no Médio Oriente atingiu um novo pico de violência. Os Estados Unidos intensificaram a ofensiva militar contra o Irão com bombardeamentos em infraestruturas estratégicas e a apreensão de um n...

Golfo de Omã sob forte tensão após Estados Unidos apreenderem navio e atacarem infraestruturas iranianas
Panoramas — Imagem Ilustrativa

A tensão no Médio Oriente atingiu um novo pico de violência. Os Estados Unidos intensificaram a ofensiva militar contra o Irão com bombardeamentos em infraestruturas estratégicas e a apreensão de um navio comercial no golfo de Omã. Esta ação conjunta ameaça a estabilidade diplomática e económica de toda a região.

Ataques destroem infraestruturas iranianas

As forças norte-americanas atacaram vários alvos de transporte no sul do Irão. A investida militar atingiu pontes, estações ferroviárias e aeroportos locais.

Na região de Bandar Khamir, a destruição de duas pontes causou duas vítimas mortais e quatro feridos. A emissora estatal iraniana IRIB confirmou ainda ataques a uma estação de comboios em Bandar Abbas, que deixaram duas pessoas feridas no local.

Mais a sudeste, o aeroporto de Iranshahr sofreu danos após o impacto de pelo menos um projétil militar. Esta escalada cumpre as recentes ameaças de Donald Trump. O Presidente norte-americano prometeu atacar centrais elétricas e pontes caso Teerão recuse negociar. Em resposta, o Irão mantém os ataques com drones a países aliados de Washington.

Cerco marítimo regressa ao golfo de Omã

Em paralelo aos bombardeamentos terrestres, Washington restabeleceu o bloqueio total aos portos iranianos. O Comando Central militar dos Estados Unidos (Centcom) confirmou a interceção do navio comercial M/T Wen Yao.

As tropas norte-americanas subiram a bordo para garantir o cumprimento integral do embargo. O cerco marítimo produziu vários resultados ao longo da semana. A marinha desviou três embarcações e neutralizou um petroleiro vazio com disparos, após o navio tentar furar a barreira de segurança.

O controlo destas águas recupera a estratégia aplicada entre 13 de abril e 18 de junho. Durante esse período, os militares dos Estados Unidos travaram nove navios e desviaram mais de 140 embarcações mercantes.

Impasse diplomático prolonga o conflito

A guerra no Médio Oriente arrasta-se de forma violenta. O conflito, desencadeado a 28 de fevereiro por bombardeamentos de Israel e dos Estados Unidos, já provocou milhares de mortes no Irão e no Líbano.

O Paquistão assumiu o papel de mediador para tentar salvar o memorando de entendimento assinado em junho. Islamabade exige o fim imediato das hostilidades e a reabertura do estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irão no fim de semana passado.

A resposta de Washington limitou-se ao restabelecimento do bloqueio portuário. Apesar da quebra abrupta no tráfego marítimo numa das rotas vitais para o gás e petróleo global, os mercados reagem com calma. O barril de petróleo Brent mantém a estabilidade e negoceia perto dos 85 dólares.

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