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Sul do Irão alvo de ataques aéreos dos Estados Unidos junto ao estreito de Ormuz

Os aviões dos Estados Unidos lançaram uma nova vaga de bombardeamentos no sul do Irão. A ofensiva militar destruiu duas pontes, atingiu um aeroporto e danificou uma estação ferroviária durante a noite...

Sul do Irão alvo de ataques aéreos dos Estados Unidos junto ao estreito de Ormuz
Panoramas — Imagem Ilustrativa

Os aviões dos Estados Unidos lançaram uma nova vaga de bombardeamentos no sul do Irão. A ofensiva militar destruiu duas pontes, atingiu um aeroporto e danificou uma estação ferroviária durante a noite.

A região de Bandar Khamir sofreu os danos mais severos. O colapso de duas estruturas vitais perto do estreito de Ormuz provocou a morte a duas pessoas. A informação foi avançada pelos meios de comunicação estatais através da rede social Telegram.

Mais a sudeste, um projétil norte-americano atingiu as instalações do Aeroporto de Iranshahr. Em Bandar Abbas, um ataque contra o terminal ferroviário causou pelo menos dois feridos.

Ameaças políticas e tensão nuclear

A cidade portuária de Bushehr também registou fortes explosões. Este local assume elevada importância estratégica por albergar a única central nuclear do país. O governador local confirmou os bombardeamentos e acusou Washington de manter uma agressão contínua.

A atual vaga de ataques concretiza os avisos recentes de Donald Trump. O Presidente dos Estados Unidos ameaçou na terça-feira destruir pontes e centrais elétricas iranianas. A exigência de Washington foca-se no regresso imediato de Teerão à mesa de negociações.

Crise no comércio marítimo

As instalações de extração de gás e petróleo no Golfo escaparam aos danos diretos até ao momento. O regime de Teerão deixou um aviso claro aos aliados norte-americanos: qualquer ataque contra as suas infraestruturas energéticas resultará na destruição de complexos semelhantes em todo o Médio Oriente.

O impacto comercial no estreito de Ormuz reflete a tensão no terreno. A empresa de monitorização marítima Kpler detetou apenas 13 navios comerciais a cruzar a rota na terça-feira. Antes do conflito, cerca de um quinto do comércio global de petróleo e gás natural liquefeito passava por estas águas.

Bloqueio diplomático prolonga guerra

A nova escalada de hostilidades intensificou-se a 7 deste mês. Os Estados Unidos responsabilizam o Irão por uma série de ataques contra navios no Golfo, o que deitou por terra o cessar-fogo estabelecido em abril.

O conflito principal deflagrou a 28 de fevereiro com ações coordenadas de Israel e dos Estados Unidos. A guerra já vitimou milhares de pessoas, atingindo fortemente as populações e as economias do Irão e do Líbano.

O Governo do Paquistão tenta agora mediar a crise diplomática. Islamabad exige o fim imediato da violência e apela à retoma dos diálogos com base no memorando assinado em junho, um documento atualmente ignorado pelas partes envolvidas.

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